Américo Verde – Uma figura incontornável no gaming internacional


PERFIL

Nome: Américo Verde

Naturalidade: Vila Praia de Âncora

Hobbies: Informática, Gaming e LEGO.

Assim começou o seu percurso académico, na área das tecnologias. O seu trabalho sempre esteve ligado a esta área, embora em projetos diferentes, mas, sem nunca fugir daquilo que era a sua formação.
Esteve envolvido em projetos de grande envergadura e de longa duração, bem como em outros muito desafiantes e que lhe proporcionaram mais conhecimento e experiência.

Recentemente abraçou um projeto que vai ao encontro de um nicho específico em clara expansão na área do Gaming e dos Esports.
Para Américo Verde este é o projeto mais gratificante e, ao mesmo tempo, o projeto mais complexo em que esteve envolvido.

 

 

Como surgiu este novo projeto?

A partir de 2015, e depois de ter sido convidado a fazer parte de uma estrutura, comecei a trabalhar de uma forma mais dedicada a este novo mundo que é o Gaming e, desde então, tenho estado mais focado nesta vertente de mercado.

É um mercado muito competitivo e que nos desafia constantemente na procura de servir o melhor possível todos os entusiastas e todos aqueles que gostam de videojogos.

No início, o foco foi mais a vertente de lazer e dar mais atenção ao cliente final da melhor forma, mas com o passar do tempo acabamos por todos nós nos envolvermos no mercado competitivo e profissional, que tem crescido de uma forma incontrolável.

Posso dizer que neste momento o mercado do Gaming e dos eSports é o mais ‘sexy’ da área (risos).

Em finais de 2016/2017, por questões estratégicas, foi criado um projeto mais dedicado à vertente profissional e a pensar no cenário competitivo, onde o projeto “Xtreme Lounge” surge para colmatar uma lacuna que existia em solo nacional. Com esta iniciativa, criou-se uma iniciativa onde a possibilidade das equipas semiprofissionais, profissionais e dos escalões de formação pudessem ter as condições necessárias para desenvolver os seus projetos.

Como é lógico, não deixei de forma nenhuma de trabalhar com o mercado entusiasta, mas a prioridade e os nossos interesses foram canalizados mais para essa área.

 

 

 

Como funciona a área “Xtreme Lounge” ?

Neste momento, o maior desafio a curto prazo será quebrar o estigma associado ao conceito Gaming, principalmente nos pais que se preocupam demasiado com o tempo que os jovens despendem com os videojogos. Associado a este desafio encontra-se o objetivo de “educar”, se assim podemos dizer, a filosofia presente nesta nova cultura.

Nos dias de hoje, os videojogos são muito mais do que umas horas de lazer. Prova do mesmo é o investimento académico já existente na área e as carreiras de sucesso de alguns jogadores portugueses de alta competição no ramo dos eSports.

Podemos considerar que este projeto tem duas vertentes:

O primeiro centra-se na criação de um espaço de formação e acompanhamento de jovens e jovens/adultos que queiram desenvolver as suas capacidades e técnicas em videojogos, nomeadamente num dos jogos mais jogados e seguidos em todo o mundo, Counter Strike: Global Offensive (CS:GO). Além deste tipo de desenvolvimento, faz parte deste programa a sensibilização e a responsabilidade social necessária para criar regras e condições saudáveis dos formandos/intervenientes, de forma a não perderem o seu rendimento académico ou mesmo profissional.

“Os videojogos são muito mais do que umas horas de lazer.”

A segunda vertente é a criação de um espaço que possa ser utilizado por equipas e jogadores semiprofissionais/profissionais que necessitem de um espaço próprio com as condições necessárias para realizar um “bootcamp”, ou seja, estarem todos no mesmo espaço com as mesmas condições para poderem desenvolver e atingir a excelência com o treino em equipa.
Neste espaço, além das condições materiais, estes jogadores também poderão desenvolver as suas relações interpessoais que são tão importantes como as competências desenvolvidas para jogar.

Os resultados começam a dar frutos. Todo o nosso investimento começa a dar sinais positivos junto da nossa área de atuação.
Temos criado diversas atividades e iniciativas que passam por atividades com escolas, esclarecimentos juntos da comunidade local, de forma a desmistificar o conceito errado que a palavra do Gaming tem sofrido. Também temos criado diversas atividades lúdicas e competitivas onde podemos trabalhar juntamente dos intervenientes e parceiros.

O esforço e a dedicação que colocamos neste projeto têm chamado a atenção, pelos melhores motivos. Isso trouxe até nós mais apoio dos parceiros e mais procura pelos nossos serviços, das entidades que querem desenvolver mais projetos na área.

Tem sido um processo que requer muito do nosso tempo, mas sabemos que estamos a caminhar para um projeto sustentado e que no futuro nos trará os resultados que esperamos.

 

Um projeto além fronteiras. Como foi a experiência?

Estive em Setembro nos Estados Unidos da América, onde pude trabalhar de perto com os melhores jogadores do mundo. Por um lado é um reconhecimento enorme poder trabalhar e privar com estes jogadores, mas acima de tudo, é uma responsabilidade que temos de estar à altura.
Acabamos por trabalhar com pessoas que são mais novas que eu e que são exemplos e ídolos dos nossos clientes e seguidores de qualquer projeto de Gaming.

O nosso trabalho foi dar todo o apoio à estrutura da G.Fallen com a recolha de imagens/vídeo. A GFallen foi criada pelo jogador Gabriel Toledo, mundialmente conhecido como “Fallen”. É até este momento o jogador mais influente do mundo dentro do jogo CS:GO.
Foi uma excelente oportunidade para nós podermos mostrar mais alguns serviços que fazemos, mas ao mesmo tempo criar relações interpessoais por pessoas que empreendem no mundo do Gaming e dos Esports, onde até tivemos a oportunidade de falar sobre esse mercado.

 

 

 

Em Portugal, o que podemos esperar por parte do projeto?

O que posso dizer é que vamos continuar a trabalhar com a mesma consciência e vamos continuar a desenvolver as nossas capacidades para termos uma melhor capacidade de resposta. As oportunidades estão aí, só temos é que continuar a trabalhar.
 Neste momento estamos a criar mais iniciativas em conjunto com os nossos parceiros, estamos a desenvolver novos projetos na área e estamos a conversar com várias entidades de forma a podermos estruturar melhor o nosso posicionamento.

O investimento é grande e requer uma estrutura cuidada e disciplinada. Além desse investimento, é necessário uma equipa multidisciplinar forte e profissionalizada. Acaba por não ser um investimento fácil, porque nos obriga enquanto equipa a um trabalho de investigação e desenvolvimento constante e diário, onde o retorno do projeto é sempre projetado a médio/longo prazo.

Neste processo, estamos a definir parceiros estratégicos para que nos possam ajudar a ter mais capacidade de resposta e ao mesmo tempo, juntá-los para que eles conheçam mais e melhor sobre este mundo.

 

 

De onde vem esse espírito?

O espírito vem das diversas experiências vividas tanto profissional como pessoalmente. É um sonho poder desenvolver competências na área de Informática, seja no setor empresarial ou mesmo na exploração de novos nichos de mercado, setores que gosto muito e que me satisfazem profissionalmente, sendo eu um entusiasta de novos mercados.


Foi incutido pelos meus pais e pela minha família valores e princípios desde muito novo que nos ajudam muito a ter uma visão global das diversas situações que nos surgem, em vez de uma visão curta e limitada. Ficar parado e ficar à espera que seja feito, nunca foi para mim.
Temos de o fazer para que sejam os outros a elogiar o nosso trabalho e não ficarmos à espera de ficarmos conhecidos ou sermos reconhecidos, sem que haja compromisso pela nossa missão.

 

 

 

 

Qual é a sua perspetiva enquanto empreendedor?

Um empreendedor vê o negócio e a sua profissão com emoção, com muita entrega, muitas vezes correndo riscos e sempre no limite das suas capacidades.
Ser empreendedor é alguém que é capaz de explorar algo que todos sabemos que existe, mas que ninguém fez ou ninguém conseguiu explorar de uma forma divertida, dinâmica, eficaz e que, no final, consegue concretizar e fazer funcionar.
Tem de ser alguém que goste de ver além daquilo que a ‘caixa’ oferece. É preciso imaginar, desenvolver e conseguir realizar a ideia ou o projeto de uma forma autêntica, isto tudo fora da área de conforto que sem dúvida é um dos maiores desafios de um empreendedor.

 

 

 

 

 

 

Os Esports noutros países estão num patamar mais desenvolvido onde estes projetos tem mais visibilidade. Porquê Portugal?

Considero sempre trabalhar a nível internacional e aprender com o que se faz além fronteiras, mas o principal neste momento é construir as bases aqui.

Apesar de já ter tido hipóteses de estabelecer outras funções e outros trabalhos, fora do país, é aqui que me sinto bem. Acho que o espírito que só lá fora somos capazes de fazer coisas com valor é errada. Acho que em Portugal também podemos desempenhar as nossas funções e tentarmos desmascarar que Portugal é um sítio sem fé. Temos as melhores condições climatéricas, estamos num dos países mais bonitos do mundo e acima de tudo, estamos no país que nos viu crescer e temos imenso talento. É esse talento que procuro encontrar com estes projetos e poder mostrar que Portugal também tem os melhores e a viver neste ‘cantinho da Europa’.

 

 

 

 

Obrigado Américo pelo teu tempo e por partilhares a tua visão. 

Podem seguir mais sobre o projeto através do site oficial, twitter, instagram e facebook 

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