Apostar nos 3 E’s – Emprego, Empresas e Empreendedorismo por José Manuel Fernandes

Eurodeputado PPE
José Manuel Fernandes – Eurodeputado PPE

As pequenas e médias empresas (PME) são a espinha dorsal da economia da União Europeia, desempenhando um papel fundamental na consecução dos objetivos da Estratégia Europa 2020, graças ao contributo para o crescimento económico, o emprego e a inclusão.

O conjunto das PME constitui cerca de 99% das empresas na UE. São responsáveis por dois em cada três empregos no setor privado e contribuem para mais de metade do valor acrescentado total criado pelas empresas na UE.

A globalização não pode ser encarada como um problema, mas antes como uma oportunidade. Para isso, teremos de ser ambiciosos e saber utilizar os recursos para criar condições à maximização e rentabilização das nossas potencialidades, a começar pelo mercado único europeu, que representa mais 500 milhões de pessoas e que, muitas vezes, não aproveitamos da melhor forma. É um problema europeu. Na verdade, poucas PME da UE realizam atividades a nível internacional, quer dentro ou fora da UE. De acordo com um estudo realizado em 2010, apenas 25% das PME da UE tinham participado em atividades de exportação (dentro e fora da Europa) nos três anos anteriores. E apenas 13% das PME da UE abordaram mercados em crescimento fora da UE. No entanto, os indicadores quanto aos ganhos da internacionalização das empresas são evidentes, a começar pelos níveis de competitividade que podem traduzir-se num melhor desempenho económico a nível nacional e europeu, também por força do crescimento mais elevado do volume de negócios.

Na UE, mais de 50% das PME que investiram no estrangeiro ou participaram em subcontratação internacional comunicaram um aumento do volume de negócios, acima da média para o total das PME, que no seu conjunto obtiveram um registo de aumento de negócios de cerca de 33%.

A internacionalização tem representado um impacto positivo no crescimento do emprego por parte das PME na UE. O crescimento do emprego atinge os 8% nas empresas exportadores, contra apenas 3% nas não exportadoras. A relação vantajosa da internacionalização verifica-se ainda na inovação: 26% das PME ativas a nível internacional lançaram novos produtos ou serviços no seu setor, enquanto as restantes PME se ficaram pelos 8%.

Em Portugal, as PME representam 99,9% do número de empresas, mais de 80% do pessoal ao serviço e 58% do volume de negócios. O emprego e o valor acrescentado gerados pelas PME portuguesas são superiores à média da UE.

O sucesso da Portugal está intimamente ligado ao sucesso das nossas PME. Precisam de ser mais competitivas e de tirarem pleno partido das oportunidades que o mundo global e, sobretudo, o mercado interno da UE proporcionam.

Neste domínio, há custos de contexto que devem diminuir, barreiras a eliminar, regras e condições de financiamento a uniformizar, para que haja uma sã e justa competição.

No acordo de Parceria denominado Portugal 2020, o governo português, sob a liderança do ex- Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, deu uma forte atenção às PME, direcionando-lhes mais de 6.000 milhões de euros, para o período 2014/2020. Aliás, dos 28 acordos de parceria, Portugal 2020 é o que mais apoia as PME.

Os fundos do Portugal 2020, os programas da UE como o horizonte 2020 para a investigação e a inovação, o Cosme que apoia as PME e instrumentos financeiros como o denominado Plano Juncker, desafiam as nossas PME a se tornarem mais competitivas e a acrescentarem o máximo de valor aos seus produtos e serviços, contribuindo para a evolução da sociedade do conhecimento e o desenvolvimento assente num crescimento económico inteligente, sustentável e inclusivo. Desta forma, apostamos nos 3 E’s – Emprego, Empresas e empreendedorismo, apoiamos as PME, suscitamos uma cultura empreendedora e o nascimento de novas empresas, premiamos o mérito e o risco.

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