Kyoto na Baixa



Kioto

Desengane-se se pensa que este é mais um artigo sobre os restaurantes de sushi que estão na moda. Estivemos no Porto e verificamos que os restaurantes da especialidade multiplicam-se a cada momento. Mas foi na Baixa portuense que experimentamos uma cozinha marcada pelas técnicas e produtos japoneses.

Já lá vão cinco anos de existência na Praça de Guilherme Gomes Fernandes. “O Kyoto surgiu há cinco anos, numa altura em que eu estava na banca, mas a minha formação é em Gestão Hoteleira. Trabalhei durante alguns anos nesta área. Depois a determinada altura estive a trabalhar fora e quis voltar ao Porto [para apostar na restauração]”, revela Ricardo Teixeira, de 34 anos, o proprietário do restaurante.

O projeto começou com a realização de “alguns casamentos e batizados, com o Kyoto Eventos. Na altura já estávamos a ponderar a abertura do espaço. A Baixa ainda estava um bocadinho no início e achávamos que havia aqui uma oportunidade de negócio porque havia muito menos restaurantes [de sushi] que há hoje”, recorda o empresário. Ao fim de um ano de trabalho, o Kyoto começou a apresentar um volume de vendas significativo e tornou possível, para Ricardo e a sua companheira, a concretização deste sonho. Para além deste restaurante no Porto, Ricardo Teixeira é também dono do Kyoto localizado na ilha da Madeira (Funchal), com a mesma oferta mas adaptado à cultura local. “O Kyoto da Madeira assinala três anos de atividade em setembro”, sublinha.

Trata-se de uma casa moderna que propõe uma cozinha marcada pelas técnicas e produtos japoneses.

Kyoto na Baixa

Primeiro estranha-se, depois entranha-se

O ritual de confeção é um mistério para muitos. O sabor desperta a curiosidade até para os mais céticos ou estaremos enganados? “Dizem que primeiro estranha-se e depois entranha-se. Nem sempre é muito fácil convencer alguém a provar. A primeira experiência é muito importante. Para nós, o que é importante é saber se vai ter algum ingrediente que o cliente não goste tanto. Vamos tentar readaptar. Tentamos fazer uma viagem: colocamos uma peça que vai ser muito mais cozinhada e só no fim é que colocamos peças muito mais cruas para ter mais noção. Dizem que nós somos especialistas em converter [risos]. É importante saber o que o cliente gosta e o que não gosta para readaptar. A nossa especialidade é o sushi de fusão”, adianta Ricardo Teixeira.

Nos últimos anos tem-se assistido a novas formas de confecionar e apresentar esta típica comida nipónica. Na sua maioria das vezes com base em arroz e peixe fresco.

Também com serviço para levar para casa e com um serviço competente e um ambiente acolhedor, assim é no Kyoto da Baixa.

À mesa com Ricardo Teixeira, o proprietário do Kyoto

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