cover

INSOLVÊNCIAS: O SINAL QUE NINGUÉM QUER VER

Por Fabíola Pereira de Sousa - Jornalista

Os números não mentem. Nos primeiros sete meses de 2026, as insolvências de empresas em Portugal subiram 3,4% face ao mesmo período do ano anterior. Mais de 1300 processos, num contexto que continua exigente para quem gere um negócio no dia a dia.
 
O que preocupa não é só o número final, é a irregularidade por trás dele. Há meses em que os processos caem, outros em que disparam mais de 20%, e isso mostra o quanto as empresas portuguesas vivem à mercê de fatores que não controlam. Uma subida nos custos de energia, uma linha de crédito mais cara, um cliente que atrasa um pagamento importante. Basta um destes fatores para pôr em causa um semestre inteiro de trabalho.
 
No Norte, e especialmente no Alto Minho, esta realidade sente-se de perto. As pequenas e médias empresas, que são a maioria do tecido empresarial da região, raramente têm a mesma margem que uma grande empresa tem para absorver um mau período. O equilíbrio quebra-se depressa quando não há folga financeira para aguentar um imprevisto.
 
A confiança empresarial em Portugal também tem oscilado mês após mês, com melhorias nos serviços e no comércio, mas quedas continuadas na indústria. Não há um único retrato da economia portuguesa. Há vários, e cada setor vive uma realidade diferente da do vizinho.
 
O planeamento e a preparação para imprevistos são essenciais para a estabilidade das empresas. As redes empresariais podem contribuir através da divulgação de indicadores económicos públicos, da promoção de boas práticas de gestão e de iniciativas de formação que ajudem os empresários a enfrentar os desafios do mercado.
 
A Norte Negócios continua a acompanhar de perto estas dinâmicas. Por trás de cada número de insolvência há um projeto que nasceu com esforço, e é esse esforço que a rede quer ajudar a proteger.
 
Por: Fabíola Pereira de Sousa - Jornalista